Manhattan x Maratham

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SER DIFERENTE
Sonhei!
Sonhei que estava dormindo, quando acordei vi que  estava acordado(trecho de uma musica sertaneja que os Teixeiras cantavam para mim). Sonhei colorido com muita musica, palhaçadas, risos, gargalhadas, simpatias antipáticas até que acordei. Resolvi registrar para não perder o sonho, e voltar o sono.
  Hoje o meu note book deu pau, como a me avisar, volte, volte... parei de assistir no netflix aqueles filmes horrendos, serial killer que mata serial killer, prisioneiros acochando outros prisioneiros, professor de química honesto que vai morrer e vira bandido para traficar e salvar a família da miséria...pare pare, dormi...mas ai sonhei vamos a ele....
Era um grupo de pessoas que me forçavam a participar do grupo deles na marra, o que me irritava profundamente, mas para disfarçar, eles faziam isso com todo o mundo que passava pela rua acima de 40 km/hora, mas que merda!
Tinha no grupo um personagem da minha infância, Ricardo, filho de um palhaço em Londrina, era do mal, mas agora, no sonho me pareceu que se converteu a este grupo  mais semelhante ao mundo do seu pai, palhaçadas sorrisos, "pancadarias". Era meu vizinho e era do mal...uma hora o grupo estava distraído de mim, fugi de novo e entrei num atalho, da rua em que eu morava, que só eu sabia, pensei, agora escapo daqueles chatos, entrei pela minha antiga casa, subi nos telhados e pensei "em fim livre", desci, lá em baixo estava o Ricardo, que conhecia este atalho também, me pegaram na marra e me levaram de volta e tudo começou como um carrocel da vida, palhaçadas risadas, sorrisos e,  eu contrariado como muitas vezes fico em festas, aqui espancando-os fisicamente, não era o meu mundo, cores, musicas, sorrisos e gargalhadas, comecei a perceber que não me espancavam, que estavam alegres, que o liquido amarelo era meio virtual, não molhava, que a pancadaria entre eles era como aquela de palhaços. Quando viram no meu rosto um traço de um sorriso...bateram palmas, ficaram alegres com este simples sinal que para mim era quase imperceptível, meio a contra vontade. Ai falei "Vocês estavam brincando? Espantado! Não tinha entendido que se divertiam, mas por que buscaram a mim? Por que sou diferente? Precisavam de um Frankenstein? Como faziam esta pancadaria em vocês mesmos? ...Ai mostraram que os instrumentos de pancadas eram  leves, que as pancadas eram disfarçadas como os palhaços faziam em circo, muito barulho, mas sem dor...mas eu batia com raiva, de verdade, como suportavam? ...Eles falaram quase desistimos de você, alguns queriam te expulsar do grupo, mas em fim precisávamos da sua espontaneidade...de um Frankenstein? Protestei...eles disseram você é muito diferente fazia um belo contraste, com a alegria, cores, musicalidade, mas a gente não estava aguentando tantas pancadas...
Ai comecei a falar, "ser diferente é muito duro, as vezes é ser muito...sozinho...alguém completou a minha reticencias oral...continuei e ser sozinho no meio de... muitos...completaram de novo minha reticencias, ai acordei.....beijos, abraços, alegria, sorrisos...gargalhadas no virtual...rs...kkkk, não fiquei sabendo se este grupo era real, virtual, profissional, mas queriam a todo custo por um sorriso no meu rosto. Se eu estivesse hospitalizado com certeza acharia que eram os doutores da alegria.
Muito tímido na adolescência, lembro que eu não conseguia dar gargalhadas, sempre um sorriso tímido, ainda hoje muitos veem uma sombra de tristeza em mim. Um dia falei com um irmão que apesar de gostar de musicas, ela era de um mundo diferente para mim. Se escolhesse minhas roupas, seriam invariavelmente bejes e cinzas.
Estou procurando este grupo na vida real, quem sabe não participo de um "doutores da alegria", cujo paciente seja o próprio palhaço.
Defranco
Enviado por Defranco em 31/01/2013
Alterado em 14/03/2013
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