Manhattan x Maratham

Textos

FAZENDO O TEMPO VOAR NO AEROPORTO
Aeroporto de Guarulhos, 09:30 da manhã, cheguei aqui as 7:30 para pegar o vôo das 8:45 horas para BH. Tentei pegar os bilhetes de embarque nas máquinas, mas não consegui, então, dirigi-me ao guichê e me informaram que a data estava errada, a minha reserva era para daqui a dois dias. Fui verificar a data da reunião no meu e-mail em uma lan house, impressionante como os preços são altos no aeroporto, constatei que a data era para hoje mesmo. Ufa! Desta vez não foi distração minha.
Remarco as passagens de ida e volta para hoje ainda, mas o que fazer com 4 horas a toa aqui no aeroporto? Penso em ler algo, mas desta vez não trouxe nada para isto e, as meninas que distribuem revistas graciosas para venderem assinaturas ainda não chegaram. Resolvo fazer aquela caminhada diária prometida na virada do ano. Vou da asa “A” a “D” por diversas vezes, desço e subo escadas rolantes, tento subir uma que estava descendo, recebo olhares censurantes das pessoas que desciam, desço de costas com o rabinho entre as pernas.
Enquanto caminho fico pensando o que fazer com as outras três horas. Vou até o carro que ficou no estacionamento para ver se meu kit musculação estava lá. Abro o porta-malas, mas só encontro o chicote de passar cargas entre baterias, item indispensável para os esquecidos que costumam deixar os faróis e rádio ligados, penso em pular corda com o chicote, mas percebo que é inviável. Visito uma livraria, passo a vista em alguns livros e resolvo comprar um com o titulo “Os trezentos erros mais comuns da língua portuguesa”, para melhorar a atividade de escrever que me tem sido prazerosa, mas dolorida ao perceber que cometi erros no e-mail já enviado às covas dos leões, leões estes que tem sido complacentes comigo.
Vou providenciar um kit-atraso-no-aeroporto, talvez seja uma boa idéia para vender, já tivemos o kit-primeiros-socorros e, somos o único país do mundo obrigado a ter extintor de incêndio nos carros. É só encontrar um deputado ou ministro irmão de um amigo meu e propor a idéia. Depois aplicar aquela lei em vigor “é dando que se recebe” e pronto, nem é preciso combinar com as companhias aéreas. Todos que comprarem as passagens são obrigados a comprar o kit em que constarão, para homens, um livro bang bang de bolso, palito de dentes, canivete e pedaço de madeira para escultura, bolinhas de gude, biblioquê...para as mulheres lixa de unha, baton, mini espelho, revista Caras, palavras cruzadas.
É brincadeira gente, agora fico com medo de publicar isto, vai que alguém queira implantar a idéia sem me dar os devidos créditos e participações, mas vocês são testemunhas que a ideia original é minha, ok?

Defranco
Enviado por Defranco em 13/01/2012
Alterado em 24/02/2016
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